Deputada Estadual · São Paulo · 40.300
Trinta anos transformando prédio vazio em endereço.
Carmen dormiu na rua quando chegou em São Paulo. Fundou o Movimento Sem-Teto do Centro, entregou chave para centenas de famílias e hoje dá aula de urbanismo no Insper.
Agora ela quer fazer isso virar lei.
“Eu sei falar a língua da rua e a língua das instituições.”Carmen Silva — MSTC · Professora no Insper · Ex-assessora do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
- 1960Nasce em Santo Estêvão, no interior da Bahia, filha de trabalhadora doméstica.
- 1994Chega a São Paulo e passa a viver na rua, com os filhos.
- 2000Funda o Movimento Sem-Teto do Centro. Tinha quarenta anos e nenhuma experiência em política institucional.
- —O antigo Hotel Cambridge, ocupado e negociado, vira residencial legalizado com escritura para as famílias.
- —Abre a Cozinha na Ocupação 9 de Julho, que compra direto da agricultura familiar e vira ponto de encontro no centro.
- 2020Na pandemia, o movimento organiza a distribuição de 60 mil cestas básicas até 2022.
- —É chamada para assessorar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, em Brasília, na área de inclusão produtiva.
- HojeDá aula no Insper, é conselheira eleita do Parque Rio Bixiga e disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo.
O que Carmen já entregou
- Residencial Maria Felipa — 200 apartamentos entregues em 16 de junho de 2026, na Zona Leste, pelo Pode Entrar na modalidade Entidades. O MSTC foi a entidade responsável, com assessoria técnica da Projetech; Carmen coordenou a mobilização e a gestão. fonte
- Residencial Cambridge — famílias com casa própria, o prédio regularizado via Minha Casa Minha Vida. fonte
- Parque do Rio Bixiga — conquistado após luta popular. Carmen foi a mais votada para o conselho gestor do parque.
- Ocupação 9 de Julho — referência internacional em urbanismo, cultura e sustentabilidade.
- +60.000 cestas básicas distribuídas na pandemia — enquanto outros falavam, Carmen alimentou famílias.
Residencial Cambridge
Av. 9 de Julho · antigo Hotel CambridgeEra um esqueleto de concreto na 9 de Julho, devendo imposto havia anos. Hoje é moradia legalizada e financiada, com escritura no nome das famílias.
Quem desconfia do movimento costuma perguntar a mesma coisa: e depois da ocupação, o que acontece? Aqui aconteceu regularização fundiária. A ocupação serviu para forçar a negociação e depois saiu de cena.
Residencial Maria Felipa
Parque São Lourenço · São Mateus · Zona LesteDuzentas famílias receberam as chaves em 16 de junho de 2026. Três blocos, apartamentos de 52 m² com dois dormitórios e varanda, quatro elevadores, quadra, playground e salão de festas. Não é conjunto de mutirão improvisado: é obra contratada, fiscalizada e entregue com escritura.
O prédio saiu pelo Pode Entrar na modalidade Entidades, o programa em que um movimento de moradia organiza as famílias, assume a obra e responde por ela junto à COHAB. Foram R$ 40 milhões do Fundo Municipal de Habitação em terreno desapropriado pela COHAB-SP, em cogestão entre Prefeitura, entidade e assessoria técnica. A entidade foi o MSTC, com projeto da Projetech. É a resposta mais direta que existe à palavra “invasão”: o mesmo movimento que ocupa prédio vazio no centro também constrói prédio novo na Zona Leste, com dinheiro público, sob fiscalização, e entrega no prazo.
Cozinha Ocupação 9 de Julho
Centro · aberta ao público aos domingos
A comida vem direto de quem planta. As mulheres que cozinham têm CNPJ. Aos domingos o salão enche de gente que mora longe dali.
Costumam chamar isso de assistência. Só que o que sai daqui é renda declarada e imposto recolhido. É também o projeto mais fácil de conferir: é só aparecer num domingo.
Visita abertaComo o MSTC se organiza
Governança
Tem conselho fiscal, assembleia, escala de limpeza e manutenção, e prestação de contas de cada centavo na frente de todo mundo.
Empresa tem imóvel, marca, patrimônio. Um movimento não tem nada disso. O que ele tem é a confiança de quem está dentro, e confiança some no dia em que o dinheiro deixa de ser explicado. Por isso a prestação de contas aqui não é burocracia: é o que mantém o movimento de pé. Trinta anos sem parar é a prova de que funciona.
Prédio vazio vira moradia
Tem prédio apodrecendo há vinte anos devendo imposto enquanto tem família dormindo na rua. Essa conta não fecha. Prédio vazio no centro vira casa de trabalhador.
Da ocupação até a escritura
Ninguém quer viver em ocupação a vida inteira. A gente quer regularizar, conseguir financiamento, pagar a prestação e ter o papel passado no nome da família.
Morar perto do trabalho
Três horas para chegar no serviço não é vida. Quem constrói a riqueza do centro tem direito de morar nele, onde já tem metrô, hospital e escola.
Renda que emancipa
Assistencialismo não resolve. O que resolve é a mulher ter o CNPJ dela, a clientela dela e o dinheiro dela no fim do mês.
Vem almoçar com a gente num domingo
Se você nunca pisou numa ocupação e tem uma imagem formada de quem nós somos, o convite está feito. A gente não precisa concordar em tudo. Precisa conhecer a realidade do outro para construir uma cidade viável.
Deixe seu contato e a gente chamaDeixa seu contato e a gente chama quando tiver ação perto de você.
QueroApoiar, plataforma homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Toda doação vai para a prestação de contas.